A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

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A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Kpetão em 27 Fev 2017, 00:13

Tim Vickery: A ideia de que a iniciativa privada é sempre melhor é uma grande falácia

Na Grã-Bretanha, gasta-se 9,1% do PIB com saúde. Nos Estados Unidos, são 17,1% e subindo.

Mesmo assim, na semana passada, quando a minha mãe sofreu um pequeno derrame, fiquei bem feliz que ela é inglesa e não americana.

Ela foi bem e rapidamente tratada no hospital, e a recuperação está sendo acompanhada por uma equipe de especialistas que visitam a sua casa - sem que ela desembolse um centavo por tudo isso.

Claro que nada vem de graça. Alguém tem que pagar. Mas, por enquanto (já que isso é uma outra história), o país goza de um sistema socializado, financiado principalmente mediante impostos e sem cobranças, ou com contas pequenas para remédios.

Nos Estados Unidos, entretanto, o sistema é fragmentado e particular, visando o lucro. Os rios de dinheiro gastos não vão fluindo para um resultado eficiente, a não ser pelos acionistas. A expectativa de vida na Grã-Bretanha é de 81 anos - e somente 78,9 nos Estados Unidos.

A ideia de que a iniciativa privada é sempre a melhor e mais eficaz solução é uma das grandes falácias da nossa época.

Fica evidente, por exemplo, que o seu modelo de saúde é negativo para o povo dos Estados Unidos em resultados e, principalmente, em custos.

Cerca de 35% da sua população já enfrentou dificuldade financeira por causa de contas médicas. E a busca por lucro traz pressões para aumentar as cobranças para os saudáveis e limitar os tratamentos aos doentes - a velha história de oferecer o guarda-chuva quando está fazendo sol e retirá-lo na chuva.

Estima-se que o aumento de um ano na expectativa de vida é capaz de aumentar o PIB per capita em 4%, enquanto uma mão de obra mais saudável pode aumentar a produtividade de uma empresa de 20% a 47%.

Gastos com saúde, portanto, juntos aos com educação e infraestutura, não são custos, mas investimentos. Faz sentido socializá-los até numa lógica puramente comercial, pois reduzem o custo de fazer negócios e aumentam a competitividade da economia.

O oposto acontece quando a iniciativa privada toma conta desses setores. Daí, haverá uma procura por renda, que faz tudo mais caro, tirando a competitividade.

Algumas atividades estratégicas, portanto, deveriam ser feitas pelo Estado - o que conduz a uma das perguntas mais importantes da atualidade: qual tipo de Estado?

Condições fundamentais para a iniciativa privada são um Estado de direito e a proteção dos ganhos, sem as quais ninguém vai investir. Adam Smith, o pai da economia clássica, sabia disso muito bem, embora muitos de seus chamados discípulos já tenham se esquecido...

O governo, escreveu Smith, "é, na realidade, instituído para a defesa dos ricos contra os pobres ou daqueles que têm alguma propriedade contra aqueles que não têm absolutamente nada".

Duas conclusões. Primeiro, quem mais se beneficia das ações do Estado deveria estar preparado para financiá-lo. A redução de impostos em cima das grandes empresas e os super-ricos é um grande contrassenso.

Segundo, o Estado é um ator integral na engrenagem. Qualquer modelo que considera o Estado uma interferência indesejada fica sem valor, pois postula uma situação que nunca existiu nem poderia existir.

Uma das lutas do século 21 é em prol de um Estado democrático, honesto e eficiente - aquele que criou o sistema de saúde na Grã-Bretanha seria um exemplo.

Foi um Estado mobilizado por guerra que, depois da vitória sobre os nazistas, conseguiu se direcionar para o bem comum. Ajudou nas lutas da minha mãe, que nasceu em pobreza degradante, forneceu para os seus filhos oportunidades impensáveis pouco tempo antes e agora, embora sob ataque de forças poderosas, está a ajudando num momento de necessidade.

É bastante possível que alguém que esteja lendo esse humilde artigo num iPhone - dos quais os componentes-chave (internet, GPS, tela sensível ao toque e outros) foram desenvolvidos com dinheiro público e depois entregues numa bandeja para a iniciativa privada.

O iPhone é, então, uma buginganga emblemática da época contemporânea.

*Tim Vickery é colunista da BBC Brasil e formado em História e Política pela Universidade de Warwick.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor INGVARR em 27 Fev 2017, 01:12

Mais um ponto de vista defendendo uma coisa e criticando outra. Isso existe aos montes.

Gostaria de saber o modelo de mundo ideal, sem falhas e que não me arranque gargalhadas que esses caras têm a mostrar.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Kpetão em 27 Fev 2017, 01:42

Mas se ele defende algo, não seria este "algo" próximo do ideal? :tonto:
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor INGVARR em 27 Fev 2017, 01:47

Eu não sei. Teria de perguntar objetivamente para ele o que ele acha que é o mundo ideal, sem viagem na maionese, sem ficar falando em "falácia" (a esquerda tem uma verdadeira tara por essa palavra). Tipo, simples e direto!
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Valderrama em 27 Fev 2017, 03:47

a saude publica nos EUA é fraca. o Obama care tentou melhorar um pouco fazendo os pobres terem palnos de saude acessiveis por 400 dolares ,mas o trump já fudeu com tudo.


essa reportagem nao traz nada de novo. é logico que a saude publica na inglaterra é otima, assim como na frança, canada.

é muito melhior o cidadao ter hospitais publicos que funcionam perfeitamente do que ter que ficar pagando uma porra de plano de saude.

meu plano de saude é pirassununga 51 :lol:
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor INGVARR em 27 Fev 2017, 04:08

Infelizmente NADA público no Brasil funciona corretamente. O Brasil é o país mais inconstitucional da galáxia.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Valderrama em 27 Fev 2017, 07:47

trabalhei em hospital publico e ocorria que havia abuso de do uso de radiografia pra tudo.

quando é de graça os medicos pedem um monte de exames desnecessarios. há um grande desperdicio de recursos.

fazer radiografia de seios da face pra ver se a criança esta gripada? :lol: qualquer dorzinha no pe na mao, radiografia? os medicos nao pergutam historico do paciente e nem colocam a mao no paciente

o que precisa mudar no brasil é a mentalidade do brasileiro.

eu nao acredito em mudança pra melhor. pra pior eu acredito :blub:
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor INGVARR em 27 Fev 2017, 10:38

Mas daí tem uns que reclamam que estão morrendo e o médico diz que só é virose. Como faz daí? Eu prefiro um médico que me peça exames do que um cara que tire conclusões olhando pra minha cara.

Você falou em recursos... Os recursos estão no bolso da cambada de lazarento político que desviaram tudo, pegaram tudo, enriqueceram. Esses aí são os inimigos do povo. E eu me refiro a político de qualquer partido. O Congresso do Brasil não tem absolutamente nada de diferente que os casarões do Cosa Nostra onde os caras se reúnem pra discutir suas atividades criminosas.

Cara, na minha opinião, QUALQUER UM que esteja sequer sendo investigado deveria ser afastado e comprovado o crime deveria perder direitos de concorrer cargo público para sempre.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Valderrama em 27 Fev 2017, 13:19

no caso do raio x, recursos que digo sao os ecrans, os reveladores, fixadores, varios filmes de varios tamanhos sendo utilizados pra diaginosticos que nao necessitaria de radiografia.

mas é o que tu falou. o paciente vai no hospital e quer sair com alguma coisa na mao que comprove o problema dele.
é o que digo: o problema é a mentalidade de todos brasileiros. fora o efeito acumulativo da radiação.

isso nao é tomar um copo de leite cru que ficou novo. a radiação no seu corpo vai somando. esses pacientes hipocondriacos que vivem fazendo exames correm risco de ter um cancer.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Kpetão em 27 Fev 2017, 14:41

Ahm, Valdeboy, as coisas públicas funcionando e de graça, isso é coisa de socialista, cubano, anti-bolsonazi, marxista, que vai em passeata do MTST, que acha que a Bahia tem um bom governador.

E é muito fácil irritar o INGAGÁ, até uma palavra, "falácia", consegue tirar ele do sério com a esquerda. INGAGÁ, você odeia o seu braço esquerdo? Você tenta usar o mínimo possível sua mão esquerda?

:laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh:
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Ratão do Banhado em 27 Fev 2017, 15:34

O problema é que esse sistema é imposto, você é obrigado a contribuir para que ele 'funcione', se fosse uma contribuição voluntária não haveria nada de errado.

Em tempo, não existe neoliberalismo.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Kpetão em 27 Fev 2017, 16:48

Pressupõe-se que a maioria não achará ruim contribuir porque estarão ajudando todas as pessoas da sociedade.

Mas por que alguém não contribuiria? O que a pessoa ganha com isso? Qual o propósito de não querer contribuir?
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor INGVARR em 27 Fev 2017, 17:23

Qual o propósito de não querer contribuir? Simples... Eu te dou um salário mínimo para você prestar um serviço para mim. Você raramente aparece pra fazer o que está sendo pago para fazer, e quando aparece faz da forma mais mal feita possível. Troque eu te dando 1.200 pelo cidadão que paga imposto esperando algum retorno do Estado, e troque você vadio pelo Estado que faz tudo mal e porcamente.

Kpetão escreveu:E é muito fácil irritar o INGAGÁ, até uma palavra, "falácia", consegue tirar ele do sério com a esquerda. INGAGÁ, você odeia o seu braço esquerdo? Você tenta usar o mínimo possível sua mão esquerda?


Sou canhoto (para a maioria das coisas). :sun:
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Kpetão em 27 Fev 2017, 18:21

Estou falando num cenário onde o Estado funciona plenamente, onde a Saúde, Educação, Segurança, são eficientes. Por que alguém se incomodaria em obrigatoriamente pagar pela manutenção do Estado? O que a pessoa ganha? Qual o propósito?
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor INGVARR em 27 Fev 2017, 20:09

Se o Estado funcionasse incontestavelmente - o que é impossível, em meu ver - de forma perfeita, não haveria problemas em pagar impostos com o maior prazer. Mas e o que mais este Estado perfeito faria? Tentaria me ditar quanto sal eu posso comer? Tentaria dizer como eu devo criar meus filhos? Desapropriar minha terra produtiva? Doutrinar unilateralmente e sistematicamente meus filhos em sala de aula? Note os pontos de interrogação, por favor...
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Belzebu em 27 Fev 2017, 20:19

INGVARR escreveu:
Se o Estado funcionasse incontestavelmente - o que é impossível, em meu ver - de forma perfeita, não haveria problemas em pagar impostos com o maior prazer.

Inguivá quer um Estado 100% perfeito...

Se não for 100% perfeito, então ele prefere o Temer mesmo... :laugh: :laugh: :laugh: :laugh:
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Kpetão em 27 Fev 2017, 20:19

Os pontos de interrogação seus já vêm com opiniões implícitas. Para todas as suas perguntas você já possui as respostas. Perguntas retóricas. Porque você acha que se o Estado for de esquerda ele vai fazer tudo isso que você questionou.

Você pode ser idiota, INGAGÁ, mas não tente fazer os outros aqui idioas, também.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor INGVARR em 27 Fev 2017, 20:30

Acho que não sou eu quem está tentando fazer os outros de idiota. Se você sabe muito bem que se o Estado vai ser de esquerda e é esta merda que vai acontecer, está propondo o quê? Que tipo de democracia? Eu não esperaria outra coisa de você, pois você tem tesão por um Estado beeeeem autoritário. Chame de esquerda, bolchevique, socialista, do que quiser. É só ter o peru autoritário invadindo a vida privada das pessoas que você fica lubrificado.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Kpetão em 27 Fev 2017, 22:33

Eu não. Eu estou falando o que VOCÊ já falou sobre a esquerda. Sabe ler não, porra?

:laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh:
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Ratão do Banhado em 28 Fev 2017, 15:35

Kpetão escreveu:Pressupõe-se que a maioria não achará ruim contribuir porque estarão ajudando todas as pessoas da sociedade.

Mas por que alguém não contribuiria? O que a pessoa ganha com isso? Qual o propósito de não querer contribuir?


Sim, numa utopia onde tudo funciona e as pessoas se respeitam não haveria problemas em contribuir, já que você teria o retorno de sua contribuição, mesmo ela sendo imposta.

Teríamos que falar de contrato social e daria um muro, então irei direto ao ponto e deixemos essas coisas de lado.

O exemplo se passa na Inglaterra, estamos no Brasil.

Eu não contribuo porque acho melhor guardar esse dinheiro e usar comigo ao invés de usar com alguém que eu não conheço.

Vide a resposta anterior, eu prefiro a minha vida/existência do que a de alguém que eu não conheço.

E além disso teríamos a seguinte possibilidade, eu contribuo hoje e quem precisa dos serviços é bem atendido, mas com o passar do tempo a qualidade dos serviços cai e quando chegar a minha vez posso ser mal atendido e dar aquele ripão que poderia ser evitado se tivesse guardado o dinheiro e pago por uma assistência particular.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Kpetão em 28 Fev 2017, 16:07

Mais um que, ou é 100% perfeito, ou nada feito.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Belzebu em 28 Fev 2017, 17:39

Ratão do Banhado escreveu:
Eu não contribuo porque acho melhor guardar esse dinheiro e usar comigo ao invés de usar com alguém que eu não conheço.

Quá, quá, quá!! :lol: :lol:

O Rato não precisa de ninguém! Ele pega um ônibus e é ele mesmo quem dirige pra ele mesmo. Vai no supermercado e é ele mesmo o caixa pra ele mesmo. Vai na padaria e é ele mesmo quem faz o pão pra... ele mesmo! :lol:

Ratão do Banhado escreveu:
E além disso teríamos a seguinte possibilidade, eu contribuo hoje e quem precisa dos serviços é bem atendido, mas com o passar do tempo a qualidade dos serviços cai e quando chegar a minha vez posso ser mal atendido e dar aquele ripão que poderia ser evitado se tivesse guardado o dinheiro e pago por uma assistência particular.

:laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh: :laugh:



Ele já sabe o que "poderá" acontecer... Além do mais, essa declaração mata qualquer empresa (privada) de seguros... Puta non-sense... :laugh: :laugh: :laugh:

Essa ratazana é mó cúmedia... :lol: :lol: :lol:
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor Kpetão em 28 Fev 2017, 18:39

As origens do Estado de Bem Estar Social segundo John Kenneth Galbraith

Os trechos abaixo fazem parte do livro O Pensamento Econômico em Perspectiva – Uma História Crítica, de autoria do economista e filósofo americano John Kenneth Galbraith (1908 – 2006). O assunto consiste, em primeira instância, no nascimento do Estado de Bem Estar, na Alemanha em meados dos anos 1880, e em sua implementação nos EUA, nos anos 1930. Utilizamos, em parte, a tradução da Editora Pioneira.

O senhor diz, em seu livro O Pensamento Econômico em Perspectiva, que a implementação nos Estados Unidos do que seria chamado de Estado de Bem Estar foi uma das mais importantes reações à Grande Depressão americana. Falemos disso. Como nasceu o Estado de Bem Estar? Teria se originado nos anos 1930, nos Estados Unidos?

Na realidade, nenhum americano poderia reivindicar para si a criação do Estado de Bem Estar. Para compreendermos as origens contextuais e intelectuais desta alteração da vida econômica, devemos ir até a Europa e retroceder meio século. O estado para o bem-estar dos cidadãos nasceu na década de 1880, na Alemanha, com Otto von Bismarck.

Qual o contexto histórico de sua criação?

Um dos maiores temores das classes dirigentes da Prússia e da Alemanha era a instrução e a inteligência ativa de uma classe trabalhadora em rápida expansão, e sua receptividade ostensiva às ideias revolucionárias de Karl Marx. O medo de uma revolução inspirou uma série de reformas, com Bismarck insistindo no abrandamento das crueldades mais claras do capitalismo. Entre 1884 e 1887, foram aprovadas no Reichstag leis que protegiam, de maneira ainda rudimentar, os trabalhadores de acidentes, doenças e velhice.

Outras nações seguiram esse exemplo?

Diversas nações europeias, como a Áustria e a Hungria, o fizeram. Um passo ainda mais abrangente foi dado na Grã-Bretanha vinte e cinco anos depois da iniciativa de Bismarck. Graças a homens, mulheres e organizações socialmente engajadas, como George Bernard Shaw, Sidney e Beatrice Webb, H.G. Wells, a Fabian Society e os sindicatos, já poderosos e bem organizados, e sob o patrocínio de David Lloyd George, ministro da fazenda, foram aprovadas em 1911 leis que instituíam o seguro contra doença ou invalidez e, mais tarde, o seguro-desemprego.

Como a parcela mais privilegiada da sociedade reagiu?

Tal como a alemã, a legislação britânica de previdência social provocou conflitos políticos sem precedentes. Embora as medidas de bem estar social tivessem sido feitas a fim de os proteger de futuros ataques violentos, os privilegiados da época mostraram-se furiosos e insatisfeitos.

E quanto aos Estados Unidos?

Em meados da década de 1930, surgiu, entre os economistas americanos, um grupo que estava comprometido com o propósito do bem estar social. A Universidade de Wisconsin foi o berço tanto das ideias quanto das iniciativas práticas fundamentais para a legislação de bem estar social. Entre os seus intelectuais mais influentes, John R. Commons é visto como o equivalente americano de Bismarck e Lloyd George. Presumo que qualquer visita às origens do Estado de Bem Estar deve incluir uma parada em Madison, Wisconsin.

Quais as características da obra de Commons?

Seus livros expressavam sua preocupação com a posição das organizações – inclusive do Estado – frente ao cidadão, detalhando os fundamentos jurídicos desta relação, tal como a sua história prática e teórica dos séculos. Hoje, seus livros são pouco lidos. O seu maior feito foi ter reunido e liderado um grupo brilhante de alunos e colegas que partiram para enfrentar de maneira eminentemente prática as injustiças sociais evidentes da época.

Em que momento as ideias desse admirável grupo transformaram-se em um conjunto de leis?

Em 1935, tais leis foram redigidas por Thomas H. Eliot, um advogado de Massachusetts, mais tarde congressista daquele Estado. Elas concediam uma verbas que permitiam que os Estados cuidassem adequadamente dos membros das parcelas menos privilegiadas da sociedade, estipulando também um sistema compulsório de aposentadoria para aqueles que trabalhavam nos setores industriais e comerciais da economia, tal como um sistema de seguro-desemprego.

Como reagiu a comunidade empresarial?

Nenhuma lei da história americana foi mais amargamente criticada pelos empresários e por seus porta-vozes do que o Social Security Act de 1935. James L. Donnelly, da Illinois Manufacturers Association, proclamou-a um projeto para danificar a vida nacional, que acabaria por “sufocar a responsabilidade individual”. George P. Chandler, da Câmara de Comércio de Ohio, explicou, um tanto inesperadamente, que a queda de Roma podia ser atribuída a medidas semelhantes. A National Association of Manufacturers afirmou que a legislação proposta iria facilitar “o derradeiro controle socialista da vida e da indústria”. Numa paráfrase abrangente de todas estas posições, Arthur M. Schlesinger Jr. escreveu: “Com o seguro desemprego ninguém irá trabalhar; o resultado será a decadência moral, a bancarrota financeira e o colapso da república”. A oposição republicana votou para que o projeto fosse submetido a uma nova comissão – ou seja, para destruí-lo. No entanto, a lei acabou por ser aprovada por uma considerável maioria.

O que aconteceu a partir daí?

O Social Security Act de 1935 foi apenas o princípio. Estavam por vir assistência médico-hospitalar, auxílio pleno a famílias com crianças, moradia para famílias de baixa renda e subsídios habitacionais, entre outras coisas. Estava igualmente para surgir um intenso e ininterrupto fluxo de reclamações por parte daqueles que consideravam estas medidas a inimiga natural da livre iniciativa, a destruidora da motivação que faz com que o sistema funcione. Mas esta farta e efusiva retórica não se traduziu em ação. Colocados face a face com a realidade – que incluía as inegáveis consequências políticas adversas de qualquer tentativa de desmantelar o Estado de Bem Estar – os governantes recuaram. Apesar das críticas e do ódio que muitos lhe devotavam, o Estado de Bem Estar se tornara uma parte essencial do capitalismo moderno e da vida econômica moderna.

De certo modo, pode-se dizer que os grupos empresariais e seus porta-vozes apresentaram oposição a medidas econômicas concebidas para proteger um sistema do qual se beneficiavam. Isso ao menos faz sentido?

Muitos atribuem esta resistência à miopia, à imprevidência à ausência de tato e ao baixo nível intelectual dos homens de negócios em geral, mas presumo que essa explicação seja incompleta. O fato é que fazer negócios não é apenas buscar dinheiro; é buscar distinção, eminência e a resultante autoestima. Em períodos de desgraças generalizadas, o homem de negócios bem-sucedido consegue ver claramente o que obteve graças aos seus esforços ou aos de um antepassado ilustre. Entretanto, se todos forem bem dotados, este exercício de autoaprovação e autossatisfação torna-se menos compensador, uma vez que deixa de ser possível enunciar aquela afirmação tão gratificante: “Bem, eu consegui”. Em resumo, muito deve ser atribuído ao prazer de sagrar-se vencedor em um jogo em que quase todos saem perdendo.
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Re: A falácia neoliberal e os idiotas que a defendem

Mensagempor INGVARR em 28 Fev 2017, 23:40

Kpetão escreveu:Mais um que, ou é 100% perfeito, ou nada feito.


Não.

A discussão aqui é que tipo de Estado seria esse. Eu perguntei se seria autoritário e você já enfiou o rabo no meio das pernas, se defendendo da minha tese (implícita) de que tal Estado seria nos moldes das bostas autoritárias que existem pelo mundo onde existe essa pretensão de serviços maravilhosos em troca de imposto alto.

E não coloque os Estados escandinavos no mesmo pacote onde estão as bostas autoritárias das quais eu falei. O contexto é outro, completamente diferente, e envolve principalmente questões históricas, culturais e a questão do petróleo. O escandinavo sempre foi solidário (ler sobre "Solidariedade Social" de Durkheim - o cara é um bosta, mas é o melhor conceito que temos, por ora, em termos de sociologia) com seus pares. Então quando eles ficaram ricos com seu petróleo ninguém precisou ensinar a eles boas maneiras. Mas você quer fazer isso no Brasil, onde as pessoas não conseguem escrever uma frase numa folha ou respeitar o número de itens tolerados num caixa rápido de supermercado.

Em suma, o que você está querendo propor é um Estado controlador que finge não controlar (ler sobre "Controle Social", já mencionado pelo Rato, no livro "Outsiders", de Howard Becker) e que presta incontestáveis maravilhosos serviços em troca de alta carga tributária. Ou seja: um contrassenso e um engodo para que desavisados abram as pernas para o Estado ou para o estadismo - como você bem faz, mesmo o Estado não te dando nada em troca.
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Mensagempor Belzebu em 01 Mar 2017, 04:55

Inguivá escreveu:
Esquerda autoritária, direita democrática, blá blá blá...


Ou seja, na América Latina o Socialismo jamais funcionaria - mesmo o país tendo petróleo e inúmeras riquezas naturais - e, portanto, tem de ficar eternamente na condição de país entregador de suas próprias riquezas às outras potências estrangeiras... Brasil e Venezuela tem de entregar suas riquezas naturais e seus povos que se danem na miséria, na pobreza, no tráfico, na ignorância...

Ora, é claro que um Estado pra funcionar para todos tem de ser "autoritário", leia-se ter Instituições sólidas, confiáveis e Leis que valem para todos, da Escandinávia à Bolívia, não importa. Se as Leis valem severamente para TODOS, então o Estado é "autoritário", certo? Se as Leis têm de valer de modo SEVERO somente para maioria pobre e serem "flexíveis" para uma minoria rica, nobre, cristã do Bem e "meritocrática", como no caso do Brasil, então o Estado é "democrático", néam?

E que as "Leis" sejam feitas e aplicadas para favorecer um grupo político, desavergonhadamente corrupto e entregão, e ferrar outro grupo político que estava fazendo distribuição das riquezas que TODOS produzem, néam?

O teu conceito de Estado "autoritário" (praticado pela Esquerda) e Estado "democrático" (imposto pela Direita aristocrática) é sensacional...

E eu me pergunto como diabos fariam Estados como a China (1,3 bilhão de habitantes) se não fossem "autoritários", com as Leis valendo para TODOS ... Seria uma anarquia completa, cheia de corrupção...
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Belzebu
 
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